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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Cotingidae
 Bonaparte, 1849
Subfamília: Rupicolinae
 Bonaparte, 1853
Espécie: R. rupicola

Nome Científico

Rupicola rupicola
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Guianan Cock-of-the-rock


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Galo-da-serra

O galo-da-serra é uma ave passeriforme da família Cotingidae.

É uma das aves mais belas aves do continente americano. Conhecido também como galo-da-serra-do-pará e galo-da-rocha.

Nome Cientítico

Seu nome científico significa: do (latim) rupis = rocha, pedra; e cola = morador, habitante, aquele que habita. ⇒ Ave que habita as rochas.

Características

Mede 28 centímetros de comprimento. O macho é de cor laranja e inconfundível; a fêmea é marrom-escura, parecendo preta à distância. O topete do macho, que lhe dá o nome de galo, pode ser movimentado pela ave, como um leque, chegando a cobrir o bico, o que confunde a quem o observa sobre qual o lado que a ave está olhando. O topete do macho é maior que o da fêmea. A plumagem do jovem é escura, como a da fêmea, e começa a mudar no segundo ano de vida, e somente no terceiro ano fica totalmente laranja. A mudança começa de forma irregular, em cada indivíduo, com machas laranjas distribuídas pelo corpo, que vão aumentando até completar a muda. Os filamentos laranjas das penas das asas, que dão um belo efeito visual na ave, só aparecem no final da muda. É uma ave que não sobrevive em cativeiro. Com o passar do tempo, vai perdendo a coloração laranja vivo, passando para o amarelo, e em poucos anos vem a óbito.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

É frugívoro, mas também caça insetos, lagartixas e rãs. Entre os frutos mais consumidos, estão o açaí e a bacaba.

Reprodução

Permanece próximo a maciços rochosos, onde os machos se reúnem para exibir-se individualmente para as fêmeas (cada qual em um “palco” isolado). Faz ninho de barro e gravetos em forma de taça, em terreno rochoso ou cortado pela erosão, em ambiente bem úmido e sombreado na mata primária. Põe 2 ovos manchados, que são chocados apenas pela fêmea durante 27 a 28 dias. Seu período de reprodução vai de novembro a abril. Conforme observações em Presidente Figueiredo-AM, as arenas ficam dispostas numa distância entre 40 e 150m dos ninhais (OMENA JUNIOR 2009), o que é próximo do verificado em sítios na Guiana Francesa (entre 50 e 200m) (TRAIL apud OMENA JUNIOR 2009).

Hábitos

Vive solitário, buscando alimento na floresta, sendo de difícil visualização. Varia de incomum a localmente comum nos estratos inferior e médio das florestas úmidas localizadas em escarpas, principalmente nas proximidades de córregos sombreados.

Distribuição Geográfica

Presente localmente nas serras fronteiriças do norte do Brasil, desde o Amapá até a região do alto rio Negro e nas proximidades de Balbina, distante cerca de 100 quilômetros ao norte de Manaus. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Colômbia.

Referências

Galeria de Fotos